Pacifismo ou tirania velada?
por Erick Ferreira
Desde
o começo do século XIX, vários movimentos autoproclamados pacifistas saiam às ruas pelo fim da guerra e, em nome da paz
universal; mas, logo a intenção, -- aparentemente nobre --, destes movimentos
vinha à tona, e um grande embuste se revelava: a tirania travestida de
pacifismo.
Todos
os tiranos que despontaram na história se apresentaram inicialmente sob as
vestes do pacifismo, além de se auto proclamarem suficientemente capaz de
instaurar a paz universal. Nenhuma pretensão pode ser tão perigosa quanto esta,
vistos que os pretensos promotores da paz universal não conseguiam pacificar seus
próprios lares.
O
grande ícone do pacifismo hippie dos anos 60, John Lennon, dividia a vida
doméstica entre escrever delírios pacifistas e espancar a esposa Yoko Ono. Se a
paz não é alcançada em dimensões muito menores, -- como a convivência diária no
lar --, como se ousa propor uma paz universal?
É
uma nobre aspiração esperar que todos vivam em paz, mas é uma aspiração
irrealista, -- no plano terreno --, e também perigosa, visto que ignora fatores
inevitáveis do ser humano, como o germe da corrupção, irrefutavelmente presente
no coração do homem.
Todos
os meios que foram propostos para obter a paz universal convergiam indeclinavelmente na tirania. Lembrem-se que os cristão foram perseguidos no Império Romano em
nome da ordem social, assim como na Revolução Francesa. O mesmo pretexto se
utilizou Hitler para perseguir os judeus... revelando que o pacifismo não pode
existir sem apontar um inimigo da paz universal, e na maioria das vezes, a
eliminação deste inimigo é a condição sine
qua non para a paz universal. Por isso, todo projeto de paz universal deságua em genocídio.
O
movimento pacifismo esconde suas reais intenções: o antiamericanismo,
anti-cristianismo, anti-ocidentalismo etc, ódio camuflado com a bandeira da
paz. Não à toa, a ideologia pacifista foi incorporada ao redoma comunista, que
já incluía em seu bojo, ideologias tão diversas, quanto contraditórias. Tudo em
nome de um objetivo: desestabilizar uma nação para o triunfo da ideologia maior
(o comunismo).
No
tocante à suas ações, os pacifistas cumprem bem sua tarefa: desarmar uma nação,
enfraquecer sua autoridade perante o mundo e a tornar vulnerável a todos os
ataques inimigos. Ao longo das ultimas décadas os países no qual militam os
pacifistas, foram os principais alvos de ações terroristas e da criminalidade. Perceberam
como o pacifismo é mais intenso em grandes potencias capitalistas? A estratégia
é simples: destrua o espírito de luta de uma nação, assim a tornará vulnerável
a tudo.
Nos
anos 60 os pacifistas saiam às cidades americanas para protestar contra a
guerra no Vietnã (1955-1975), no mesmo período em que milhões eram massacrados
na China comunista e na União Soviética. Clamavam por unidade; com linguagem
poética falavam em pontes que nos aproximassem; no mesmo momento em que o
comunismo erguia um muro dividindo a Alemanha.
Sem
sombra de dúvidas o pacifismo tem sido uma das mais bem sucedidas ideologias
que compõe o movimento comunista internacional.

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