segunda-feira, 29 de agosto de 2016


Pacifismo ou tirania velada?
por Erick Ferreira

Desde o começo do século XIX, vários movimentos autoproclamados pacifistas saiam às ruas pelo fim da guerra e, em nome da paz universal; mas, logo a intenção, -- aparentemente nobre --, destes movimentos vinha à tona, e um grande embuste se revelava: a tirania travestida de pacifismo.

Todos os tiranos que despontaram na história se apresentaram inicialmente sob as vestes do pacifismo, além de se auto proclamarem suficientemente capaz de instaurar a paz universal. Nenhuma pretensão pode ser tão perigosa quanto esta, vistos que os pretensos promotores da paz universal não conseguiam pacificar seus próprios lares.
O grande ícone do pacifismo hippie dos anos 60, John Lennon, dividia a vida doméstica entre escrever delírios pacifistas e espancar a esposa Yoko Ono. Se a paz não é alcançada em dimensões muito menores, -- como a convivência diária no lar --, como se ousa propor uma paz universal?
É uma nobre aspiração esperar que todos vivam em paz, mas é uma aspiração irrealista, -- no plano terreno --, e também perigosa, visto que ignora fatores inevitáveis do ser humano, como o germe da corrupção, irrefutavelmente presente no coração do homem.

Todos os meios que foram propostos para obter a paz universal convergiam indeclinavelmente na tirania. Lembrem-se que os cristão foram perseguidos no Império Romano em nome da ordem social, assim como na Revolução Francesa. O mesmo pretexto se utilizou Hitler para perseguir os judeus... revelando que o pacifismo não pode existir sem apontar um inimigo da paz universal, e na maioria das vezes, a eliminação deste inimigo é a condição sine qua non para a paz universal. Por isso, todo projeto de paz universal deságua em genocídio.

pacifistas estadunidenses em defesa de Hitler
O movimento pacifismo esconde suas reais intenções: o antiamericanismo, anti-cristianismo, anti-ocidentalismo etc, ódio camuflado com a bandeira da paz. Não à toa, a ideologia pacifista foi incorporada ao redoma comunista, que já incluía em seu bojo, ideologias tão diversas, quanto contraditórias. Tudo em nome de um objetivo: desestabilizar uma nação para o triunfo da ideologia maior (o comunismo).
No tocante à suas ações, os pacifistas cumprem bem sua tarefa: desarmar uma nação, enfraquecer sua autoridade perante o mundo e a tornar vulnerável a todos os ataques inimigos. Ao longo das ultimas décadas os países no qual militam os pacifistas, foram os principais alvos de ações terroristas e da criminalidade. Perceberam como o pacifismo é mais intenso em grandes potencias capitalistas? A estratégia é simples: destrua o espírito de luta de uma nação, assim a tornará vulnerável a tudo.
Nos anos 60 os pacifistas saiam às cidades americanas para protestar contra a guerra no Vietnã (1955-1975), no mesmo período em que milhões eram massacrados na China comunista e na União Soviética. Clamavam por unidade; com linguagem poética falavam em pontes que nos aproximassem; no mesmo momento em que o comunismo erguia um muro dividindo a Alemanha.

Sem sombra de dúvidas o pacifismo tem sido uma das mais bem sucedidas ideologias que compõe o movimento comunista internacional.

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