A Organização das Nações Unidas e seu atual papel de destruição das soberanias nacionais
A Organização das Nações Unidas (ONU) surgiu em 24 de outubro de 1.945, logo após a Segunda Guerra Mundial, com o propósito de promover a cooperação internacional e a paz. Seus objetivos iniciais, indiscutivelmente nobres, infelizmente, no decorrer do século XX, foram distorcidos e se prestam atualmente a desconstruir os valores pelos quais o mundo ocidental tem se sustentado ao longo de vários séculos.
No início de sua criação, o conceito de soberania era respeitado, ou seja, a capacidade de cada país membro se autodeterminar e relacionar com os demais países de forma autônoma, apesar de todos buscarem os nobres objetivos comuns que levaram à criação desta instituição. Contudo, movimentos internos, inclusive de cunho político, burocrático e de poderosas forças belicistas, especialmente durante a “Guerra Fria”, contaminaram a instituição que passou a se vincular ao chamado movimento globalista.
O Globalismo pode ser definido como o movimento de poderosas instituições de alcance mundial, incluindo países, religiões, entidades e corporações, mesmo que sob a liderança de importantes investidores globais, com o claro objetivo de promover um governo central e mundial, uma única moeda e, se possível, uma única “moral” ou “ética” com caráter até religioso, sempre em detrimento dos valores tradicionais que moldaram especialmente as sociedades ocidentais em cada nação. Obviamente, ao globalismo não interessa manter ou respeitar as soberanias nacionais, ou os valores tradicionais, especialmente cristãos ou judaicos. Tais conceitos são obstáculos a um mundo totalmente integrado e sob um comando único. Quanto mais parecidas as pessoas forem no pensar e no agir, melhor. Obviamente, as técnicas de marketing e propaganda são fundamentais e o controle dos meios de comunicação social, sempre em escala global, imprescindíveis a tais propósitos.
São três os grandes blocos que competem pelo controle mundial, tendo a ONU como um importantíssimo instrumento: o Bloco Russo/Chinês, o Bloco Metacapitalista Ocidental e o Bloco Árabe Muçulmano. Tais blocos competem entre si, mas se unem contra três grandes inimigos comuns: o Cristianismo, o Nacionalismo norte-americano e, é claro, Israel. Ainda, se aliam ao Marxismo Cultural para alcançarem seus objetivos de dominação. O Marxismo, como ideologia totalitária, tem cento e cinqüenta anos de técnicas e ferramentas de controle social extremamente eficientes e revolucionárias.
Em uma visão panorâmica, considerando que esta contaminação atinge a ONU e todas as suas instituições (UNESCO, UNICEF, OMS, FAO, dentre inúmeras outras), esta gigantesca burocracia interna da referida instituição, seus comitês, comissões etc representam poderosos instrumentos de influência mundial, capazes de mudar padrões de conduta e padrões culturais com suas resoluções, transformando o direcionamento político, econômico e social de continentes inteiros, sempre sob a ingênua alegação de não serem vinculantes e terem caráter meramente informativo.
Recentemente, pode-se destacar a forte influência das decisões tomadas em decorrência da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas que estabeleceu mundialmente um reconhecimento, ainda que controverso, de criação de vários instrumentos de controle climático que afetam diretamente a soberania das nações em todo o globo, a exemplo da chamada “Agenda 21”.
Em outro exemplo, a partir de comunicado recente, amplamente divulgado pela Imprensa internacional e com fortes reações contrárias no Reino Unido, o Comitê dos Direitos da Criança (mais um Comitê deste monstro burocrático chamado de ONU) afirma que nas escolas britânicas o atendimento compulsório por parte dos menores em cultos religiosos cristãos representa uma violação ao direito infantil, mesmo que autorizado pelas famílias, sugerindo que as crianças possam se retirar livremente de tais eventos religiosos, ainda que seja da vontade dos pais que lá estejam. Na verdade, de forma sempre sutil, como é a estratégia globalista, retira-se da família e dos pais o papel de educação e responsabilidade sobre seus filhos. A verdade é que o aludido Comitê, que possui países muçulmanos em sua composição, a exemplo do Egito, atende ao projeto globalista de desconstrução da família tradicional e fomenta a rebeldia de filhos contra seus pais, e contra a cultura de origem das crianças afetadas. Outro agravante é que não há qualquer menção ao ensino muçulmano, obrigatório em diversos países árabes e amplamente difundido nas escolas de tais nações islâmicas. Claramente, o relatório do Comitê dos Direitos das Crianças da ONU tem por objetivo claro atacar o Reino Unido e o Cristianismo, especialmente a partir dos esforços britânicos em se libertar de outra entidade globalista chamada União Européia. O referido relatório foi direcionado especificamente à Inglaterra, País de Gales, Irlanda do Norte e Escócia, nações que são ainda resistentes refúgios do Cristianismo protestante e católico na Europa. O modelo tradicional de família e seus valores não interessam ao movimento globalista.
Em nome de uma aparente tolerância, a contaminada ONU, como já afirmado e demonstrado, pratica a intolerância contra as nações soberanas e contra a herança cultural judaico-cristã que moldou o mundo ocidental como o conhecemos. Não se deve ainda ignorar que esta entidade, por décadas, tem minado os valores que nortearam o mundo por séculos, incentivando a divisão entre gêneros, inclusive em Convenções por ela patrocinadas (Conferência sobre as Mulheres do Cairo em 1994 e Conferência de Pequim em 1995), divisão religiosa a partir de relatórios como o destacado anteriormente, ou seja, esta instituição já perdeu seu propósito de promoção do entendimento e harmonia entre os povos, fomentando a divisão global para, oportunamente, oferecer a conquista através de um governo único, provavelmente comandado por seu Secretariado Geral, em um regime totalitário global. Neste processo, o marxismo cultural, tão conhecido dos chineses, russos e cubanos, tem sido de grande ajuda, promovendo uma revolução cultural global, a partir da Escola de Frankfurt, desde os anos quarenta do século passado.
A iniciativa britânica de se retirar da União Européia é digna de aplausos e representa um grande golpe contra o movimento globalista que não possui nenhum interesse na manutenção de povos livres e soberanos!
Ao teor do exposto, deve-se repudiar, diante do grau de contaminação da Organização das Nações Unidas, toda e qualquer iniciativa no intuito de desconstruir as soberanias nacionais e os valores que foram fundamentais para a construção de nossa História e Cultura. A Herança cristã deve ser celebrada com orgulho e alegria, sendo parte do que somos, independentemente do Estado laico que não é sinônimo de Estado ateu e não tem o direito de ignorar os valores da sociedade que o sustenta, pois o Estado é ficção humana que existe para servir ao povo e não o contrário!
Cristovam do Espírito Santo Filho é advogado tributarista e defende um mundo livre de Senhores e Governos que desejam escravizar a todos!
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