quarta-feira, 19 de outubro de 2016

O que é uma revolução?



por Erick Ferreira



                        O que é a Revolução? Uma simples revolta contra um estado de coisas? A deposição de um tirano? Foi isso que nos fizeram crer ao longo de séculos a respeito deste fenômeno, de modo que seu sentido chegou a nossos ouvidos belo e suave, como a expressão de um acontecimento esplendoroso e transformador. Mas, ao contrário do que nos fizeram crer, a revolução é a expressão da revolta mais radical contra uma ordem e um sentido no homem e na existência. Sua consequência natural é a tirania, e sua força motriz, é o ódio.  

A revolução costuma interromper a caminhada ascendente de uma civilização, e confina-la a um pensamento cíclico (paraíso terreno, queda, redenção, e retorno ao paraíso terreno), – como o próprio étimo da palavra sugere (revolução, do latim re-volvere, ou seja, “dar uma volta”, “revolver”) – que não o permite ir além da expectativa revolucionária, mas sempre, tem que se rebelar contra um estado de coisas apontado pela elite revolucionário, para retornar a uma utópica “idade de ouro” da humanidade.
A revolução é um eterno retorno, ou tentativa de retornar a um lugar desconhecido, do qual a humanidade se afastou por algum desvio de conduta, e assim, recuperar a inocência perdida. Em outras palavras, a revolução é a promessa de uma redenção da humanidade através da política, da cultura e da economia. Porém, ao mesmo tempo em que o espírito revolucionário incita a busca de um lugar desconhecido, -- no qual eles nunca estiveram --, e a um estado ideal -- que eles nunca experimentaram --, a revolução propõe uma rejeição radical do passado em detrimento deste futuro hipotético. “A revolução social do século XIX, escreve Marx, não pode tirar sua poesia do passado, e sim do futuro. Não pode iniciar sua tarefa enquanto não se despojar de toda veneração supersticiosa do passado”1. Não é curiosa esta contradição do espírito revolucionário? Quer reconstruir a sociedade com base em um estado de coisas passadas, sem recorrer a nada do passado! São contradições como estas que fazem do espírito revolucionário um mero devaneio juvenil.

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A revolução, – como expressa um autor francês do século passado –, na melhor definição já feita sobre o termo, é:
O ódio por toda a ordem social e religiosa que não tenha sido estabelecida pelo homem e na qual ele não seja rei e deus ao mesmo tempo. É a proclamação dos direitos do homem sem respeito aos direitos de Deus; a filosofia da revolta; a política da revolta; a religião da revolta; a negação armada; a fundação do estado religioso e social sobre a vontade do homem, em lugar da vontade de Deus; em uma palavra, é a anarquia, porque quer ver a Deus destronado e o homem em seu lugar. Eis porque se chama Revolução, ou seja, ‘subversão’, porque coloca em cima, aquele que segundo a lei eterna deveria estar em baixo, e coloca abaixo Aquele que deveria estar em cima1.
(GAUME, Jean-Joseph. La Révolution: Recherches Historiques. Paris: Libraires-Editeurs, 1856. p. 16-17

De fato, não há pretensão mais clara no espírito revolucionário do que esta expressa nas palavras de Mons. Gaumé: a subversão de toda ordem que não tenha sido estabelecida pelo homem. Neste sentido, cabe dizer que nem toda insurreição armada de grandes proporções, ou revolta contra um sistema, mereça o famigerado titulo de Revolução. Para ser de fato uma revolução, precisa trazer consigo a pretensão radical de transformar toda a face da sociedade, sua moral, sua cultura, sua religião e mentalidade etc., e poucas revoltas foram capazes de tal feito, como o foram, a pseudo-Reforma Protestante, a Revolução Francesa e a Revolução Comunista. Por isso, ouso chama-las de revoluções mater, pois delas insurgiram todos os focos revolucionários subsequentes da modernidade.
Todas as revoluções são feitas por um pequeno grupo de agitadores que conquista demagogicamente as massas com falsas promessas de um mundo novo. Para concretizar estas promessas, exigem que o poder politico seja concentrado em suas mãos. Por isso, dizia Marx que “toda revolução é política”, embora, sua essência seja mais espiritual que política.

Notas:

1. MARX, Karl. 18 Brumário de Luis Bonaparte. 

quarta-feira, 31 de agosto de 2016


Direita e Esquerda: uma falsa dicotomia política
Por Erick Ferreira


Ser de direita é, -- como ser de esquerda --,
Uma das infinitas maneiras que o homem pode escolher para ser imbecil
José Ortega Y Gasset.


                        Um terrível espectro assombra o mundo politico, e deles ninguém escapa. Ou se é de direita ou de esquerda. Não há como fugir deste rotulo, embora se perceba que a maioria dos que se proclamam de esquerda ou de direita não fazem a mínima ideia do real significado deste binômio; e nem há como saber, visto que seu significado é uma verdadeira “metamorfose ambulante”, que não poucas vezes, muda de sentido sem que seus adeptos o percebam. O que é esquerda hoje pode ser direita amanhã, esta tem sido a constante sina desta dicotomia.
Em suma, percebe-se que desde o nascimento deste binômio, -- há mais de dois séculos no cenário revolucionário francês --, ele tem sido extremamente traiçoeiro. Embora, alguns digam que há necessidade de se utilizar estes termos, visto o mundo político sofrer inevitável polarização. O problema está no fato de que esta dicotomia é extremamente confusa e traiçoeira, como insisto afirmar. Um exemplo disso se observa no seguinte fato: Conservadores são considerados de direita, e ao mesmo tempo o são também os liberais, embora, estes dois divirjam radicalmente em diversos pontos fulcrais. Por serem diametralmente opostos e ao mesmo tempo classificados dentro do mesmo espectro político (Direita); liberais e conservadores podem ser classificados respectivamente como a esquerda e a direita dentro da Direita. Percebeu como esta dicotomia é confusa? Por esta confusão, numerosos autores denunciaram este espectro, entre eles, Ortega Y Gasset, José Osvaldo de Meira Penna, Gustavo Corção e outros.

No Brasil Imperial, a direita era representada pelo Partido Conservador, mas dentro do próprio Partido Conservador, se erguia a esquerda que viria a sufoca-lo um dia, e tomar o seu lugar. Com o fim do Partido Conservador, triunfa o Partido Liberal na política, e com a ausênccia de uma "direita", a esquerda torna-se o único espectro político no Brasil, e dentro dela já se travava a mesma divisão que veio sepultar o Partido Conservador. 
Com a divisão interna do Partido Liberal, emergiram novos partidos que iriam perpetuar a velha dicotomia (direita e esquerda) na política brasileira até a atualidade.

Assim tem sido a politica-ideológica no país. À medida que o jogo avança e se radicaliza, as posições mudam continuamente. Quem era a esquerda ontem, no amanhã torna-se a direita.  
Só há uma conclusão possível para este jogo confuso: “Direita ou Esquerda é uma falsa dicotomia político-ideológico da qual ninguém pode escapar, mas que todos devem evitar”.


segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Família poderá processar escola e professor pelo ensino da ideologia de gênero: modelo de notificação extrajudicial

por prof. Orley José da Silva

O Procurador da República Guilherme Schelb desenvolveu um modelo de "notificação extrajudicial" para que pais e/ou responsáveis protejam os filhos contra o ensino da Ideologia de Gênero pelas escolas. Por este simples documento, escolas e professores são notificados pelas famílias de processá-los por danos morais se eles ensinarem essa ideologia as filhos delas. 

Caso professores e escolas se recusem a assinar o documento, há duas atitudes que os pais e/ou responsáveis poderão tomar para que o documento tenha validade jurídica. A primeira, é dirigirem-se ao Cartório de Registro de Títulos e Documentos com o nome e endereço da escola, para que a escola seja comunicada via cartório. A segunda, é encaminharem a notificação em carta registrada com AR (aviso de recebimento) via Correios.

Esta notificação pode ser feita em 3 vias (a família guarda uma via e as outras são dadas à direção da escola e professores) por um familiar isoladamente ou por um grupo de pais.

Em todo o país, igrejas evangélicas e católicas têm distribuído cópias dessa notificação aos fiéis. Nessas igrejas, sacerdotes incentivam a formação de grupos de pais com filhos nas mesmas escolas para a entrega conjunta das notificações.  
Para todo esse procedimento, não é necessária a presença de advogado.

Para que o pedido de indenização por danos morais seja efetivado, é preciso comprovar que a escola ou professor desobedeceram a notificação da família. Valem como prova filmagem, material didático trabalhado em sala de aula, confecção de cartazes, passeatas, filmes, apresentações teatrais, palestras ou tarefas/exercícios pedidos aos alunos.

Veja o caso de uma família do Distrito Federal que recebeu indenização de R$ 30.000,00 ( trinta mil reais) porque a filha teve acesso a material impróprio para sua idade:

http://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/noticias/2015/agosto/escola-e-condenada-a-indenizar-aluno-por-acesso-a-material-improprio-para-sua-idade 

Este blog "de olho no livro didático" se dispõe também a ajudar pais, pastores, padres e políticos que tenham dúvidas relacionadas a esse documento de notificação.

No último dia 27 de fevereiro, o Dr. Guilherme Schelb concedeu entrevista ao programa televisivo do pastor Silas Malafaia. O vídeo está no link abaixo.


SOBRE OS LIVROS DIDÁTICOS/2016 DO MEC COM IDEOLOGIA DE GÊNERO PARA A PRIMEIRA FASE DO ENSINO FUNDAMENTAL (1º AO 5º ANO, CRIANÇAS DE 6 A 10 ANOS)

Esses livros chegaram às escolas de todo o país no início deste ano letivo com validade para 3 anos (2016/18). Eles já foram distribuídos aos alunos e estão sendo usados pelos professores em suas aulas. Neste caso, somente as Câmaras Municipais poderão retirá-los mediante REQUERIMENTO às respectivas secretarias municipais de educação. É preciso que um vereador se interesse pelo assunto, preencha o requerimento e colha a assinatura da maioria dos seus pares. Ao receberem o requerimento, as secretarias de educação orientam suas escolas sobre a melhor maneira de cumprir a determinação do legislativo municipal. 

Este é o link que mostra livros de 2016 com ideologia de gênero:
http://deolhonolivrodidatico.blogspot.com.br/2016/01/mec-nao-desiste-livros-de-2016-para.html


MODELO DE NOTIFICAÇÃO EXTRAJUDICIAL DO ESCOLA SEM PARTIDO:

O Procurador de São Paulo em Brasília, Miguel Nagib, fundador do Escola Sem Partido desenvolveu um modelo de notificação extrajudicial, com a vantagem de resguardar o anonimato dos pais e dos alunos. Mesmo assim, esse documento surte os mesmos efeitos daquele desenvolvido pelo Procurador da República Miguel Nagib.

Entrada para esse modelo de notificação:

http://www.escolasempartido.org/artigos-top/552-notificacao-extrajudicial-servico-de-utilidade-publica


Matérias relacionadas:

Vereadores podem rejeitar livros com ideologia de gênero em seus municípios.

http://deolhonolivrodidatico.blogspot.com.br/2016/02/cidades-rejeitam-livros-didaticos2016.html

Livros didáticos/2016 do MEC vêm com ideologia de gênero para crianças de 6 a 10 anos.

http://deolhonolivrodidatico.blogspot.com.br/2016/01/mec-nao-desiste-livros-de-2016-para.html

Base Nacional Comum Curricular tem mais de 50 referências à ideologia de gênero.

http://deolhonolivrodidatico.blogspot.com.br/2015/11/base-curricular-do-mec-faz-em-torno-de.html

Base Nacional Curricular Bolivariana:

http://deolhonolivrodidatico.blogspot.com.br/2015/10/onde-estao-os-professores-deste-pais.html


Câmara Municipal de Goiânia retira livros didáticos/2016 do MEC com Ideologia de Gênero para crianças de 6 a 10 anos. (1º ao 5º ano)

https://www.facebook.com/deolhonolivrodidatico/videos/1557625634562676/


Ideologia de Gênero: uma explicação

http://deolhonolivrodidatico.blogspot.com.br/2015/07/deputados-e-vereadores-sabem-o-que-e.html


NOTIFICAÇÃO EXTRAJUDICIAL

Ilmo. Sr. Diretor
Professor___________________
Escola _____________________
(Estado), (cidade), ________ de _____________________de  20___.

Prezado Diretor (nome completo)

Eu, (nome completo pai/mãe ou o responsável), na qualidade de responsável legal pelo(a) Aluno(a) (nome completo e data de nascimento), matriculado nessa Ilustre instituição de ensino, cursando a série (identificar) na classe (descrever), conforme prescrito em Lei, venho informar o seguinte:
1.    Conforme consta do Código Civil Brasileiro, todo cidadão de nosso país só adquiri a capacidade civil plena, ou seja, poderá praticar todos os atos da vida em sociedade, ao completar 18 anos. Neste mesmo sentido, o código Penal proíbe a realização ou indução de qualquer relação sexual com pessoa menor de 14 anos, presumindo-se tal prática em ato de violência;
2.    É de conhecimento geral, o debate no âmbito nacional de nossa nação, sobre a IDEOLOGIA DE GÊNERO e várias outras propostas de apresentação para os alunos da rede de ensino, tanto das instituições publicas quanto das particulares, sobre temas relacionados aos comportamentos sexuais (homossexualismo, bissexualismo, transsexualismo, etc.) e ainda relativos à sexualidade de pessoas adultas, como a prostituição, masturbação, entre outros atos libidinosos.
3.    Vale ressaltar que os legisladores, representantes escolhidos pelo povo brasileiro, em sua sapiência, balizaram as faixas etárias no que diz respeito a divulgação e ensino, esses marcos são os referenciais, prescritos em lei, para a ministração de aulas e abordagem nas instituições de ensino. Esse balizamento legal, impõe limites para apresentação e abordagem de todos os temas relacionados aos comportamentos sexuais especiais e a autonomia sexual e de reprodução.
4.    Conforme dispõe a Convenção Americana de Direitos Humanos, o qual a nação brasileira é signatária, em seu Artigo 12 – 4. OS PAIS, E QUANDO FOR O CASO OS TUTORES, TÊM O DIREITO A QUE SEUS FILHOS OU PUPILOS RECEBAM A EDUCAÇÃO RELIGIOSA E MORAL QUE ESTEJA DE ACORDO COM SUAS PRÓPRIAS CONVICÇÕES., assim, é direito incontestável dos pais `formação moral e religiosa de seus filhos. Tal direito é chancelado pela mais alta Corte de nossa nação (STF – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL);
5.    E mais, o Código Civil determina que os pais têm o dever e a responsabilidade no sustento material e moral de seus filhos, e ainda, o dever de cria-los e educa-los (art. 1.634- Compete a ambos os pais, qualquer que seja a sua situação conjugal, o pleno exercício do poder familiar, que consiste em, quanto aos filhos: - dirigir-lhes a criação e a educação;), até porque é ônus dos pais arcar civilmente com o pagamento de indenização pelos atos danosos a terceiros que os filhos praticarem (art. 932-São também responsáveis pela reparação civil: - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia;).
6.    Nesse diapasão, a responsabilidade das instituições de ensino, são objetivas e independentes de culpa.  Assim, a escola que violar, incluindo seus membros diretores, professores e demais funcionários, por qualquer meio, os direitos pétreos dos pais, poderá ser acionado judicialmente por danos morais, sem prejuízo de ser acionado civilmente por danos à formação psicológica da criança. O Estatuto da criança e adolescente (ECA) exige que toda informação e/ou publicação dirigida a criança, inclusive livros didáticos, respeitem os valores éticos da família (Art. 79- As revistas e publicações destinadas ao público infanto-juvenil não poderão conter ilustrações, fotografias, legendas, crônicas ou anúncios de bebidas alcoólicas, tabaco, armas e munições, e deverão respeitar os valores éticos e sociais da pessoa e da família.) e, a Constituição Federal não só reconhece como protege tais direitos (art. 21, inciso XVI e art. 220 §3º, inciso I),  em razão da fragilidade psicológica de uma criança.
7.    Todas as instituições de ensino são subordinadas as regras legais acima descritas, inclusive as propostas pela Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (lei federal nº 9.394/96), sendo passiveis de controle e repreensão jurisdicional.
Por tudo quanto exposto e informado, é a presente, para NOTIFICAR V.Sa. e aos ILUSTRES PROFESSORES QUE COMPÕEM O QUADRO DOCENTE desta Prezada instituição de Ensino, que:
NÃO CONCORDO COM A IDEOLOGIA DE GÊNERO E NÃO AUTORIZO, SEM MEU E EXPRESSO CONSENTIMENTO, COM RESPEITO AO MEU DIREITO LEGAL NA FORMAÇÃO MORAL DE MEU FILHO(A), RESPEITANDO A SUA FRAGILIDADE PSICOLÓGICA E CONDIÇÃO DE PESSOA EM DESENVOLVIMENTO, A APRESENTAÇÃO DESTES TEMAS RELACIONADOS AOS COMPORTAMENTOS SEXUAIS (HOMOSSEXUALISMO, BISSEXUALISMO, TRANSSEXUALISMO, ETC.) E AINDA RELATIVOS À SEXUALIDADE DE PESSOAS ADULTAS, COMO A PROSTITUIÇÃO, MASTURBAÇÃO, ENTRE OUTROS ATOS LIBIDINOSOS, A MEU FILHO(A), AINDA QUE DE FORMA ILUSTRATIVA OU INFORMATIVA, SEJA POR QULAQUER MEIO DE COMUNICAÇÃO OU ORIENTAÇÃO, ATRAVES DE VIDEOS, EXPOSIÇÃO VERBAL, MUSICA, LIVRO DE LITERATURA OU MATERIAL DIDÁTICO.
Assim, ficam os Ilustres NOTIFICADOS, de tudo quanto acima exposto, sendo a mesma, útil para que V.Sa., Professores, Funcionários e Prestadores de Serviço, possam se proteger de políticas públicas e materiais didáticos ilegais e abusivos, deixando bem esclarecido que a responsabilidade de indenizar os danos morais, e, sofre as cominações penais impostas pela lei, são de todos os envolvidos.


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(NOME DO PAI/MÃE OU RESPONSÁVEL LEGAL)



Pacifismo ou tirania velada?
por Erick Ferreira

Desde o começo do século XIX, vários movimentos autoproclamados pacifistas saiam às ruas pelo fim da guerra e, em nome da paz universal; mas, logo a intenção, -- aparentemente nobre --, destes movimentos vinha à tona, e um grande embuste se revelava: a tirania travestida de pacifismo.

Todos os tiranos que despontaram na história se apresentaram inicialmente sob as vestes do pacifismo, além de se auto proclamarem suficientemente capaz de instaurar a paz universal. Nenhuma pretensão pode ser tão perigosa quanto esta, vistos que os pretensos promotores da paz universal não conseguiam pacificar seus próprios lares.
O grande ícone do pacifismo hippie dos anos 60, John Lennon, dividia a vida doméstica entre escrever delírios pacifistas e espancar a esposa Yoko Ono. Se a paz não é alcançada em dimensões muito menores, -- como a convivência diária no lar --, como se ousa propor uma paz universal?
É uma nobre aspiração esperar que todos vivam em paz, mas é uma aspiração irrealista, -- no plano terreno --, e também perigosa, visto que ignora fatores inevitáveis do ser humano, como o germe da corrupção, irrefutavelmente presente no coração do homem.

Todos os meios que foram propostos para obter a paz universal convergiam indeclinavelmente na tirania. Lembrem-se que os cristão foram perseguidos no Império Romano em nome da ordem social, assim como na Revolução Francesa. O mesmo pretexto se utilizou Hitler para perseguir os judeus... revelando que o pacifismo não pode existir sem apontar um inimigo da paz universal, e na maioria das vezes, a eliminação deste inimigo é a condição sine qua non para a paz universal. Por isso, todo projeto de paz universal deságua em genocídio.

pacifistas estadunidenses em defesa de Hitler
O movimento pacifismo esconde suas reais intenções: o antiamericanismo, anti-cristianismo, anti-ocidentalismo etc, ódio camuflado com a bandeira da paz. Não à toa, a ideologia pacifista foi incorporada ao redoma comunista, que já incluía em seu bojo, ideologias tão diversas, quanto contraditórias. Tudo em nome de um objetivo: desestabilizar uma nação para o triunfo da ideologia maior (o comunismo).
No tocante à suas ações, os pacifistas cumprem bem sua tarefa: desarmar uma nação, enfraquecer sua autoridade perante o mundo e a tornar vulnerável a todos os ataques inimigos. Ao longo das ultimas décadas os países no qual militam os pacifistas, foram os principais alvos de ações terroristas e da criminalidade. Perceberam como o pacifismo é mais intenso em grandes potencias capitalistas? A estratégia é simples: destrua o espírito de luta de uma nação, assim a tornará vulnerável a tudo.
Nos anos 60 os pacifistas saiam às cidades americanas para protestar contra a guerra no Vietnã (1955-1975), no mesmo período em que milhões eram massacrados na China comunista e na União Soviética. Clamavam por unidade; com linguagem poética falavam em pontes que nos aproximassem; no mesmo momento em que o comunismo erguia um muro dividindo a Alemanha.

Sem sombra de dúvidas o pacifismo tem sido uma das mais bem sucedidas ideologias que compõe o movimento comunista internacional.

domingo, 28 de agosto de 2016


A Ideologia de Gênero: uma ilusão totalitária
                      
             A partir de 2014 um novo tema passou a figurar na política nacional (a ideologia de gênero) e sua eventual implementação em nossa legislação foi objeto de calorosos debates durante a votação do Plano Nacional de Educação (cf. Lei 13.005, de 25 de junho de 2014), onde a temática de gênero era uma das propostas apresentadas pelo MEC como diretriz básica para nortear a educação brasileira nos próximos 10 anos; comportando com isso, uma série de mudanças na sociedade e nas práticas pedagógicas. 
A proposta, como era de se esperar, foi rejeitada pelo Congresso; porém, apesar da retumbante rejeição, o Fórum Nacional de Educação (FNE) publicou em novembro de 2014, o documento final do CONAE, onde o item rejeitado (cf. art. 2, inciso III, na redação original proposta pelo MEC) constava como diretriz obrigatória e seria lançado aos municípios como proposta a ser incluída em seus respectivos Planos de Educação.

Anos antes dos embates sobre o tema tomarem nossos parlamentos, esta tese surgia sorrateiramente na política internacional através de duas conferências da ONU. Primeiramente, na Conferência Internacional da Mulher, ocorrida em Pequim (1995), onde o termo gênero substituia inexplicavelmente a palavra sexo. Esta mudança não se explicaria senão por razões gramaticais, -- devido o termo gênero ser um equivalente gramatical de sexo --, porém, não era este o sentido que comportava o termo.
O modo como este termo foi introduzido nos documentos da ONU, é digno de nota. Na década em que se realizou a Conferencia de Pequim, os interesses metacapitalistas de algumas fundações internacionais se encontraram diretamente com os interesses marxistas. A ideologia de gênero pareceu aos olhos dos metacapitalistas das grandes fundações internacionais (Rockefeller, Royal Society, Ford, McCarthur, Noyes, Turner et caterva) o elemento mais eficaz na luta pelo controle demográfico, -- uma certa obsessão destas entidades --, e num claro jogo de interesses, estas fundações, passaram a financiar movimentos feministas (terra natal da gender theory), que alguns anos antes da Conferência de Pequim (1995), já estavam bem articuladas para incluir a “perspectiva de gênero” na política internacional.
Esta associação entre movimentos feministas e fundações internacionais já é público e notório, e as próprias feministas o confirmam:

As ONGS (feministas) se caracterizam por contar com pessoal profissional especializado e assalariado, com um grupo reduzido de voluntários. Recebem fundos de organismos bilaterais e multilaterais, assim como de fundações privadas (quase sempre estrangeiras)”. (Sonia Alvarez, Los feminismos latino-americanos se globalizam 2001, p. 20)

Este auxílio capitalista foi fundamental para a inclusão da proposta feminista na Conferência de Pequim em 1995, marco histórico da imposição da Ideologia de Gênero no mundo.
Toda a trama orquestrada para incluir a Ideologia de Gênero na Conferência de Pequim está fartamente documentado no livro The Gender Agenda de Dale O´Leary, uma dissidente do movimento feminista que participou das ações pela inclusão da Ideologia de Gênero na supracitada Conferência.
O termo introduzido de forma imprecisa no documento final da conferencia de Pequim, através de artifícios linguísticos dos mais astuciosos, suscitou vivas discussões no âmbito jurídico internacional, ao se constatar que ele não possuía o sentido que se inferia. Após insistentes apelos por uma definição precisa do termo, a ONU apresenta uma definição na Conferência de Yogyakarta (Indonésia) em 2006, onde a identidade de gênero é apresentada como:

“A experiência interna, individual e profundamente sentida por cada pessoa em relação ao ‘gênero’ que pode ou não corresponder ao sexo biológico atribuído no dia do nascimento, incluindo-se aí o sentimento pessoal do corpo que pode envolver por livre escolha a modificação da aparência ou função corporal por meios médicos, cirúrgicos ou outros; e outras expressões de gênero, inclusive o modo de vestir, o modo de falar e certos maneirismos.”
(Princípios de Yogyakarta, Introdução. p. 60)

A mudança de terminologia em Pequim não significava uma mera mudança linguística, mas uma mudança paradigmática. Os documentos substituíam a palavra sexo por gênero pelo fato de sexo ser uma realidade fundada sobre fatores biológicos e possuir caráter binário (masculino e feminino), enquanto que gênero é uma realidade puramente psicológica e independente de fatores biológicos (que possui caráter não binário), com uma vasta gama de gêneros deslocados da realidade anátomo-fisiológico a critério de escolha individual.

O que está por trás de todas estas mudanças? Um sonho revolucionário de criar uma sociedade sem sexos, tal como foi exposto por numerosos nomes do feminismo socialista, como Shulamith Firestone, Kate Millet, Simone de Beauvoir e Judith Butler.
A ideologia de Gênero, tal como ficou conhecida, adquiriu sua configuração atual no inicio dos anos 90, com a obra da filosofa estadunidense Judith Butler, -- especificamente em Gender Trouble: feminism and subversion of identity,  onde se define gênero como:

“Uma construção cultural, que não é nem o resultado causal do sexo, nem tão aparentemente fixo como o sexo [...] de modo que, homem e masculino podem significar tanto um corpo masculino quanto um feminino; ‘mulher’ e ‘feminino’ tanto um corpo masculino quanto um feminino”. (Judith Butler, Gender Trouble: Feminism and the subversion. Routledge, New York, 1990, p. 6)

Em outras palavras, Butler está a afirmar que o ser homem ou mulher não são fatores definidos ou distinguidos pela genética e anatomia, mas uma construção cultural, definida pela escolha individual. Partindo deste pressuposto, Butler propõe a desconstrução da chamada “heteronormatividade”, para em seu lugar, dar aos homens a livre escolha de uma fantasiosa identidade de gênero, contrariando assim, as leis naturais. 

A base prototípica de todo este pensamento deriva das teses tardias de Karl Marx sobre a família, especialmente, as expostas em seu livro inacabado, publicado por Engels, A origem da família, da propriedade privada e do estado (1884), onde Marx apresenta a família como “O germe (...) de todos os antagonismos que se desenvolvem na sociedade e em seu Estado” (cf. Friedrich Engels, Karl Marx. A origem da família, da propriedade privada e do estado. 9º ed. Civilização Brasileira, 1984, p. 62) e a relação entre homem e mulher como “uma relação de opressor e oprimido” (idem. p. 61, 80), e por essas razões, a família deve ser suprimida (ibidem, p. 81) e a relação tradicional que se dá no matrimônio monogâmico desfeita

Para a revolução sonhada por Marx e abraçada pelas feministas, seria necessário a alteração do papel feminino e masculino tal qual o conhecemos, mas o que propõe a Ideologia de Gênero é algo além do que este pensamento, já absurdo, de Marx propõe. A ideologia de gênero propõe a abolição da própria identidade sexual humana. Portanto, o que está em curso, através desta ideologia é a desconstrução de instituições basilares de nossa sociedade, como a família, e a desconstrução dos papeis naturais, masculino e feminino, ou como as próprias feministas gostam de afirmar, a desconstrução da heteronormatividade e de biologismos.
Esta estranha concepção ideológica que nascia nos meios marxistas e feministas, recebeu esta nomenclatura a partir dos estudos do psiquiatra John Money nos anos 50, para referir-se ao fenômeno deslocado da realidade anatômica que o psiquiatra chamou gênero. Para Money, os indivíduos nascem neutros em relação a sua identidade sexual; é o meio social e a educação que recebem ao longo da vida que o fazem homens ou mulheres, de modo que, – segundo Money –, se um individuo de sexo masculino for educado a se comportar e identificar-se como mulher desde a infância, ele se comportará e agirá como uma mulher naturalmente e sem nenhum transtorno a vida inteira.
Esta teoria foi aplicada na vida de uma criança que teve deformação genital por conta de uma cirurgia mal sucedida. Neste caso, a teoria de Dr. Money revelou-se um total fracasso, culminando em uma tragédia familiar relatada no artigo do Dr. Milton Diamond e Keith Sigsmund (cf. Milton Diamond, Keith Sigsmund. Archives of pediatrics and adolescente medicine) Esta foi uma das primeiras tragédias relatadas sobre os danos da aplicação prática da Ideologia de Gênero.
Nos anos 60, retomando a tese de John Money, o psiquiatra Robert Stoller (1924-1991) defende uma distinção entre sexo e gênero em seu livro Sex and Gender reafirmando a tese, já rechaçada, de John Money, de que o sexo biológico não possui qualquer influência sobre a identidade sexual.
Assim começa a se traçar o caminho que viria culminar na sistematização da Ideologia de Gênero por Judith Butler nos anos 90.
Recentemente, a American College of Pediatricians (21 de março de 2016), indo na contra-mão de tudo que se tem propagado, apresentou uma declaração, onde são expostos os graves transtornos que a Ideologia de Gênero causa nos indivíduos por ela condicionados, tais como as que se sucederam na experiência supracitada do Dr. John Money.
O artigo da Associação de pediatras reafirma as seguintes teses rejeitadas pela Ideologia de gênero:

“A sexualidade humana é um traço biológico binário objetivo. XX e XY são marcadores genéticos de saúde, não de um distúrbio. A norma para o design é ser concebido, ou como macho ou como fêmea.  A sexualidade humana é binária por design, com o óbvio propósito da reprodução e florescimento de nossa espécie. Esse principio é auto-evidente. Os transtornos extremamente raros de diferenciação sexual (DDSs) – inclusive, mas não apenas, a feminização testicular e hiperplasia adrenal congênita – são todos desvios medicamente identificáveis da norma binária sexual, e são justamente reconhecidos como distúrbios do design, Indivíduos com DDS não constituem um terceiro sexo (...) ninguém nasce com um gênero. Todos nascem com um sexo biológico. Gênero (Uma consciência ou percepção de si mesmo como homem ou mulher) é um conceito sociológico e psicológico, não um conceito biológico objetivo”. (www.acpeds.org/the-college-speaks/position-statements/gender-ideology-harms-children)

Portanto, estamos em face de uma nova interpretação da identidade natural humana, sem fundamentos sólidos, mas apenas uma base teórica, relativista e insustentável, que rejeita totalmente fatores biológicos e anatômicos como parâmetros básicos para uma definição da identidade humana, e que, no entanto, está sendo imposta às nações, acarretando graves transtornos à ordem social.

fora os impactos psicológicos e sociais já mencionados, a ideologia acarreta graves problemas de ordem jurídica.
A aplicação da ideologia de gênero e seus leitmotivs clássicos em nossa política atenta gravemente contra aspectos já consagrados em todo o corpo de leis que regem nossa nação, como o binômio natural e inalterável, masculino e feminino, fundado exclusivamente sobre fatores genéticos, que já se encontram bem definido em nossa constituição federal; além de suas expressões auxiliares “orientação sexual” e “identidade de gênero” que não encontram amparo, nem clara definição no direito internacional, que se tomadas como tradução pratica a direitos fundamentais, lançariam graves incertezas jurídicas sobre a habilidade dos Estados para aderir e pôr em prática novos padrões e convenções em detrimento de realidades já definidas, implicando assim, uma mudança geral em todo corpo de leis nacionais e internacionais.

Além dos graves transtornos morais e comportamentais que a ideologia de gênero causa nos indivíduos, a própria ordem social é gravemente abalada com esta visão insustentável e distorcida da realidade humana, que descaracteriza o homem em sua identidade natural, biologicamente definida; e nega todas as distinções naturais que existem entre os sexos e até seus direitos básicos, pois a identidade de gênero, segundo a sua máxima expoente Judith Butler, é um mero e constante devir, que não se sujeita há realidades físicas (cf. Judith Butler. Problemas de Gênero: Feminismo e Subversão da Identidade, 8º ed. Civilização Brasileira, 2015, p. 56). Dito isso, se conclui que a ideologia de gênero é o ultimo e mais grave germe totalitário que já se teve notícia até o momento, com consequências devastadoras para a humanidade, enfrentá-la é uma obrigação de todo ser que não sucumbiu a barbárie.

por Erick Ferreira 





A ONU e seu atual papel de destruição das soberanias nacionais

A Organização das Nações Unidas e seu atual papel de destruição das soberanias nacionais


A Organização das Nações Unidas (ONU) surgiu em 24 de outubro de 1.945, logo após a Segunda Guerra Mundial, com o propósito de promover a cooperação internacional e a paz. Seus objetivos iniciais, indiscutivelmente nobres, infelizmente, no decorrer do século XX, foram distorcidos e se prestam atualmente a desconstruir os valores pelos quais o mundo ocidental tem se sustentado ao longo de vários séculos.

No início de sua criação, o conceito de soberania era respeitado, ou seja, a capacidade de cada país membro se autodeterminar e relacionar com os demais países de forma autônoma, apesar de todos buscarem os nobres objetivos comuns que levaram à criação desta instituição. Contudo, movimentos internos, inclusive de cunho político, burocrático e de poderosas forças belicistas, especialmente durante a “Guerra Fria”, contaminaram a instituição que passou a se vincular ao chamado movimento globalista.

O Globalismo pode ser definido como o movimento de poderosas instituições de alcance mundial, incluindo países, religiões, entidades e corporações, mesmo que sob a liderança de importantes investidores globais, com o claro objetivo de promover um governo central e mundial, uma única moeda e, se possível, uma única “moral” ou “ética” com caráter até religioso, sempre em detrimento dos valores tradicionais que moldaram especialmente as sociedades ocidentais em cada nação. Obviamente, ao globalismo não interessa manter ou respeitar as soberanias nacionais, ou os valores tradicionais, especialmente cristãos ou judaicos. Tais conceitos são obstáculos a um mundo totalmente integrado e sob um comando único. Quanto mais parecidas as pessoas forem no pensar e no agir, melhor. Obviamente, as técnicas de marketing e propaganda são fundamentais e o controle dos meios de comunicação social, sempre em escala global, imprescindíveis a tais propósitos.

São três os grandes blocos que competem pelo controle mundial, tendo a ONU como um importantíssimo instrumento: o Bloco Russo/Chinês, o Bloco Metacapitalista Ocidental e o Bloco Árabe Muçulmano. Tais blocos competem entre si, mas se unem contra três grandes inimigos comuns: o Cristianismo, o Nacionalismo norte-americano e, é claro, Israel. Ainda, se aliam ao Marxismo Cultural para alcançarem seus objetivos de dominação. O Marxismo, como ideologia totalitária, tem cento e cinqüenta anos de técnicas e ferramentas de controle social extremamente eficientes e revolucionárias.

Em uma visão panorâmica, considerando que esta contaminação atinge a ONU e todas as suas instituições (UNESCO, UNICEF, OMS, FAO, dentre inúmeras outras), esta gigantesca burocracia interna da referida instituição, seus comitês, comissões etc representam poderosos instrumentos de influência mundial, capazes de mudar padrões de conduta e padrões culturais com suas resoluções, transformando o direcionamento político, econômico e social de continentes inteiros, sempre sob a ingênua alegação de não serem vinculantes e terem caráter meramente informativo.
Recentemente, pode-se destacar a forte influência das decisões tomadas em decorrência da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas que estabeleceu mundialmente um reconhecimento, ainda que controverso, de criação de vários instrumentos de controle climático que afetam diretamente a soberania das nações em todo o globo, a exemplo da chamada “Agenda 21”.

Em outro exemplo, a partir de comunicado recente, amplamente divulgado pela Imprensa internacional e com fortes reações contrárias no Reino Unido, o Comitê dos Direitos da Criança (mais um Comitê deste monstro burocrático chamado de ONU) afirma que nas escolas britânicas o atendimento compulsório por parte dos menores em cultos religiosos cristãos representa uma violação ao direito infantil, mesmo que autorizado pelas famílias, sugerindo que as crianças possam se retirar livremente de tais eventos religiosos, ainda que seja da vontade dos pais que lá estejam. Na verdade, de forma sempre sutil, como é a estratégia globalista, retira-se da família e dos pais o papel de educação e responsabilidade sobre seus filhos. A verdade é que o aludido Comitê, que possui países muçulmanos em sua composição, a exemplo do Egito, atende ao projeto globalista de desconstrução da família tradicional e fomenta a rebeldia de filhos contra seus pais, e contra a cultura de origem das crianças afetadas. Outro agravante é que não há qualquer menção ao ensino muçulmano, obrigatório em diversos países árabes e amplamente difundido nas escolas de tais nações islâmicas. Claramente, o relatório do Comitê dos Direitos das Crianças da ONU tem por objetivo claro atacar o Reino Unido e o Cristianismo, especialmente a partir dos esforços britânicos em se libertar de outra entidade globalista chamada União Européia. O referido relatório foi direcionado especificamente à Inglaterra, País de Gales, Irlanda do Norte e Escócia, nações que são ainda resistentes refúgios do Cristianismo protestante e católico na Europa. O modelo tradicional de família e seus valores não interessam ao movimento globalista.

Em nome de uma aparente tolerância, a contaminada ONU, como já afirmado e demonstrado, pratica a intolerância contra as nações soberanas e contra a herança cultural judaico-cristã que moldou o mundo ocidental como o conhecemos. Não se deve ainda ignorar que esta entidade, por décadas, tem minado os valores que nortearam o mundo por séculos, incentivando a divisão entre gêneros, inclusive em Convenções por ela patrocinadas (Conferência sobre as Mulheres do Cairo em 1994 e Conferência de Pequim em 1995), divisão religiosa a partir de relatórios como o destacado anteriormente, ou seja, esta instituição já perdeu seu propósito de promoção do entendimento e harmonia entre os povos, fomentando a divisão global para, oportunamente, oferecer a conquista através de um governo único, provavelmente comandado por seu Secretariado Geral, em um regime totalitário global. Neste processo, o marxismo cultural, tão conhecido dos chineses, russos e cubanos, tem sido de grande ajuda, promovendo uma revolução cultural global, a partir da Escola de Frankfurt, desde os anos quarenta do século passado.

A iniciativa britânica de se retirar da União Européia é digna de aplausos e representa um grande golpe contra o movimento globalista que não possui nenhum interesse na manutenção de povos livres e soberanos!

Ao teor do exposto, deve-se repudiar, diante do grau de contaminação da Organização das Nações Unidas, toda e qualquer iniciativa no intuito de desconstruir as soberanias nacionais e os valores que foram fundamentais para a construção de nossa História e Cultura. A Herança cristã deve ser celebrada com orgulho e alegria, sendo parte do que somos, independentemente do Estado laico que não é sinônimo de Estado ateu e não tem o direito de ignorar os valores da sociedade que o sustenta, pois o Estado é ficção humana que existe para servir ao povo e não o contrário!

Cristovam do Espírito Santo Filho é advogado tributarista e defende um mundo livre de Senhores e Governos que desejam escravizar a todos!

O Estado quer ser o pai e a mãe de seu filho!


O pátrio poder é definido como sendo o conjunto de direitos e deveres atribuídos aos pais, no tocante à pessoa e aos bens dos filhos menores. Na legislação civil brasileira (Código Civil), no artigo 1.631, está definido: "durante o casamento e a união estável, compete o poder familiar aos pais; na falta ou impedimento de um deles, o outro o exercerá com exclusividade". Nota-se que o exercício do pátrio poder é atribuição “exclusiva” dos pais e não pode ser delegada, nem mesmo ao Estado, sem a autorização dos mesmos. Na verdade, o ordenamento jurídico vigente tem por objetivo proteger a família e proteger o direito dos pais de educar seus filhos de acordo com seus valores e conceitos, sem a interferência desnecessária e abusiva do governo em qualquer esfera.

No Brasil, por conta dos mais diversos radicalismos, depois da completa doutrinação “revolucionária” já vigente nas universidades, sejam públicas ou privadas, covardemente, em um projeto muito bem orquestrado e que se traveste do bem para vender o mal, alegando-se a defesa de “minorias”, querem alcançar nossas crianças na mais tenra idade. Querem formar os “radicais” do futuro e garantir um projeto de poder, passando por cima, como um rolo compressor, sobre o direito exclusivo e inequívoco dos pais de educar seus filhos sem a influência estatal.
É interessante notar que vivemos um momento histórico único. De um lado o Estado brasileiro, especialmente na esfera federal, foi ocupado por radicais que defendem à primeira vista a idéia de uma sociedade justa, sem exploração entre os homens, o que soa bastante atraente. Não haveria pobreza, as pessoas teriam a mesma condição social, não existiram preconceitos de classes, ou de qualquer ordem e todos seriam felizes. Em contrapartida, do outro lado, o cidadão, empobrecido moralmente e financeiramente, está ameaçado por este Estado com sonhos de grandeza! O problema são as propostas e as contraditórias práticas governamentais em busca deste ideal. Como já afirmado, tenta-se vender o “Mal” como se fosse um “Bem”.

Em 1.867, Karl Marx lançou sua obra "O Capital", antecedido pelo "Manifesto Comunista" (1.848). Em tese, desenhava em sua teoria a sociedade ideal, na qual todos os objetivos referidos no parágrafo anterior seriam alcançados. Só havia um problema, pois o que fazer com os frutos honestos do trabalho humano inerentes a qualquer sociedade? Segundo Marx (marxismo ou comunismo ou socialismo) tais frutos seriam entregues integralmente ao chamado Estado que além dos frutos ainda estaria no controle de tudo e de todos (meios de produção). Em suma, sua casa não seria sua, seu carro, se você conseguisse um, não seria seu, ou seja, teríamos uma nação de servidores públicos a serviço de um Estado todo poderoso! 

Obviamente, em decorrência da visão referida anteriormente e que está atrás destas iniciativas contra o pátrio poder, o chamado Estado socialista seria gerido por pessoas com defeitos e virtudes como qualquer ser humano normal. Estas pessoas formariam uma espécie de elite política e administrativa que comandaria tudo e todos. Em relação ao restante da sociedade, seria uma minoria, mas bastante poderosa, literalmente com poder de vida e morte sobre todos. Isto foi realidade na antiga União Soviética e é fato em países com brutais regimes a exemplo de Cuba e Coréia do Norte. Quem defende esta política educacional contra a família e contra os direitos dos pais, inspira-se nestas ditaduras e buscam um Estado cada vez mais invasivo, ou seja, almejam ao Estado Totalitário!

Outro problema, para que este tipo de Estado sobreviva as pessoas precisam valorizá-lo acima de qualquer coisa. A individualidade não existe. O coletivo predomina sobre todos. Sendo assim, o que fazer com a família? Simples, destruir este conceito e criar conceitos novos que interessam a esta elite política radical, destruindo valores como identidade sexual, moral e bons costumes. Em uma fase pré revolucionaria para se chegar a isto, quanto mais pornografia, criminalidade e sexualização, inclusive de nossas crianças, melhor para esta pretensa elite política. Na verdade, esta elite já se tornou a nova classe opressora. No final das contas, a atual sociedade está sendo destruída em relação aos valores que sempre cultivou e agora os pedagogos governistas (ou seriam demagogos) querem usar o ensino para atender seus mais obscuros interesses e sede de poder!

Não interessa ao totalitário Estado a figura do pai, mãe e filhos educados dentro dos valores de uma determinada família. O Estado não tem interesse em concorrer com nada e não divide sua glória com ninguém. O que você deseja para sua família? Você quer viver debaixo de um governo que, a pretexto de ajudar aos pobres, aos necessitados, aos discriminados, busca uma Ditadura para, ao contrário, empobrecer ainda mais a todos, inclusive moralmente? É isto que nossas famílias merecem? Você entregará o pátrio poder ao mesmo Estado que quebrou a PETROBRAS, faliu os governos estaduais e municipais e acha que pode educar seu filho no seu lugar?

O Brasil, através do trabalho do Professor Miguel Nagib e do projeto já em tramitação no Senado de autoria do Senador Magno Malta (Escola Sem Partido),  tem a chance de dar um basta à invasão do Estado naquilo que é exclusividade dos pais, das famílias, ou seja, o sagrado direito de educar seus filhos sem a ingerência de governos autoritários e prepotentes, ou seus prepostos. Nossos filhos precisam de boas escolas, de boa instrução, o que deveria ser mais prioritário que a doutrinação de nossas crianças. É um passo que representa uma das últimas oportunidades de oposição aos radicais que hoje ocupam as universidades, a pedagogia e o governo. Que os congressistas tenham a coragem histórica de dizer “não” à doutrinação ideológica e totalitária nas escolas! Basta!


Cristovam do Espírito Santo Filho, é casado, pai e advogado tributarista.